Luciana Avelino

Uma moda verde amarela, que valoriza características brasileiras e permite a descoberta de new faces e estilistas. Afinal, quem sabe onde está o novo Francisco Costa, o mineiro da cidadezinha de Guarani que, até mês passado, foi o diretor criativo da marca norte-americana Calvin Klein? Ou a nova Gisele Bündchen? A décima edição do Minas Fashion Week, que terminou ontem e contou com público de 4 mil pessoas, apresentou como estilista revelação Adal Vieira. O designer de moda apresentou uma coleção com referência às matas nacionais. Cocar, escultura de araras e pintura indígena foram elementos que compuseram o visual das modelos que desfilaram a coleção de Vieira. Em destaque, os tons de verde, azul e bege.

De acordo com a diretora do Minas Fashion Week, Aline Medlley, neste momento em que o país passa por uma crise econômica e política fortes, o evento teve, entre outros objetivos, fazer com que o público reflita sobre suas raízes. “Quisemos mostrar o que há de bom, a partir da moda, cinema, teatro, dança, música e demais manifestações culturais presentes no cotidiano do brasileiro”, ressaltou.

Da moda praia aos vestidos de noivas, as coleções privilegiaram tecidos artesanais, rendas, transparências, decotes profundos nas costas e colo com silhuetas marcantes. Tudo, enfim, capaz de ressaltar positivamente o corpo da brasileira, habituado ao clima tropical. Além do verde e amarelo, que têm andado em alta pelas ruas das cidades, a paleta apresentada nas coleções e passarelas também valorizaram o nude e o dourado. Além dos desfiles e eleição do estilista revelação, o Minas Fashion Week contou com a presença de 200 novas modelos e da miss Brasil panamericana Juliane Késsia, que vestiu modelo de noiva para a marca Ander Duarte.

Fonte: Luciana Avelino